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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Crise: Dilma vê capital "fora de controle"


Crise: Dilma vê capital "fora de controle"
Dilma tem enfatizado a ausência de atuação
política dos países para solucionar a crise

Presidenta afirma que sugerir caminhos aos europeus não se trata de “soberba”, mas do diálogo promovido por uma nação que conhece profundamente as diferentes crises

Por: Redação da Rede Brasil Atual

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff reafirmou, nesta terça-feira (4), a necessidade de ampliar a regulação do mercado financeiro como forma de combater a crise financeira que afeta as economias dos Estados Unidos e das nações da União Europeia. Para ela, a falta de controle sobre a forma como atuam os agentes que operam em bolsas de valores e por meio de bancos são a causa da instabilidade econômica no mundo nos últimos anos.
“As crises internacionais têm tido raiz muito grande nos fluxos de capital, que estão fora de controle. Isso tem sido fonte inesgotável de problema”, afirmou, durante conversa com jornalistas em Bruxelas, na Bélgica, após participar da abertura da exposição Europália – um dos principais festivais culturais do continente que, neste ano, homenageia o Brasil. Leia mais.

domingo, 18 de setembro de 2011

REVISTA LD: Paul Singer fala da crise do capitalismo



Em entrevista exclusiva à reportagem da revista e TV Linha Direta, o secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, avalia a crise da economia norte-americana com contornos da Grande Depressão de 1929

Por Cecilia Figueiredo - Linha Direta

Em entrevista exclusiva à reportagem da revista e TV Linha Direta, o secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego, Paul Singer, avalia a crise da economia norte-americana carrega traços similares à Grande Depressão de 1929.

Economista, professor da Universidade de São Paulo aposentado e secretário do Planejamento no governo Erundina, Singer analisa que há um “aguçamento da luta de classes”, mas está confiante que o País não será afetado em razão das medidas de controle do capital especulativo e política do pleno emprego, adotadas pelo governo de Dilma Rousseff.

Na entrevista, ele falou também à reportagem sobre as possibilidades da economia solidária no atual cenário. Confira:

Linha Direta - Qual a sua avaliação do impasse que se criou dos EUA nesse cenário de crise sobre o teto da dívida? Isso é uma questão de estratégia eleitoral como dizem os especialistas?
Paul Singer -
É mais do que uma estratégia eleitoral nas eleições do ano que vem para presidente dos Estados Unidos, onde Barack Obama será candidato novamente. É o aguçamento da luta de classes. E se trata da presença do Estado na economia americana. A direita, representada pelo Partido Republicano, defende os interesses de milionários. Insiste que eles paguem menos impostos que o resto do povo, por incrível que pareça é exatamente isso que eles pregam. Na época que eles governavam os EUA, durante oito anos sob [a Presidência de George] Bush, oito anos, houve uma forte redução dos impostos aos muito ricos. A ideia é que isso ia gerar emprego. Quer dizer, os muito ricos iam aproveitar o dinheiro que eles não pagariam mais ao governo para investir, ampliar a economia, isso seria bom para todo mundo. Aconteceu ao contrário.

Veio a crise, o desemprego está alto e os milionários não pagam impostos. Então, o americano quer deixar terminar essa legislação do presidente Bush. O que implica no aumento novamente dos impostos sobre os muito ricos e com isso reduzir o déficit do governo americano.

O Obama se comprometeu a criar, a estender a saúde pública para eles. Ele venceu [as eleições], não conseguiu tudo o que queria, mas bastante. Aí os republicanos dominaram a Câmara dos Deputados. Os democratas continuam com maioria no Senado. Daí o impasse.
Leia o restante da entrevista clicando aqui.